Tribo dos Menashe volta a Israel.
Um Milagre de Proporções Bíblicas
Por: Michael Freund – Tradução: David Salgado
Em algumas semanas, Sara Haunhar poderá concretizar o sonho de toda sua vida, sonho esse cultivado pelas últimas oito décadas.
Junto com sua filha Miriam e outros 216 Bnei Menashe do nordeste da Índia, a viúva de 84 anos entrará em um avião que fará a viagem de volta à sua casa, Sion. Foi uma viagem que teve início há vários séculos – 27 para ser preciso – quando o império Assírio invadiu a Terra de Israel e expulsou a maioria do povo ao exílio obscuro. Isso se passou na antiguidade mais é o equivalente ao Holocausto dos dias de hoje, já que a maioria dos israelitas do mundo – dez das doze tribos – desapareceu de repente e misteriosamente. Muitos pensaram que o seu desaparecimento tivesse sido permanente e definitivo, porque eles esfumaram no nevoeiro da história, aparentemente sem esperança de retornar. Mas agora, após tantos anos de sofrimento e dispersão, os descendentes destes “judeus perdidos” voltam finalmente e triunfantemente. O significado disto deveria ser evidente, mesmo para o mais cínico, mesmo porque, quem já ouviu falar da antiga tribo perdida que retorna a sua pátria ancestral depois de 2700 anos de sua deportação? Sem exagerar, parece justo afirmarmos que estamos falando de um milagre de proporções bíblicas.
Sara Haunhar pensa assim. Em setembro de 2005, ela se apresentou pacientemente diante do tribunal rabínico, o qual foi enviado a Índia pelo Grande Rabino Sefaradi Shlomo Amar para retornar os Bnei Menashe ao povo judeu.
Previamente, em março de 2005, o Grande Rabino declarou que os Bnei Menashe são “descendentes do povo judeu”, e afirmou que faria o que estivesse ao seu alcance para ajudá-los a retornar. Os juízes rabínicos fizeram a Sara perguntas sobre o judaísmo e seu compromisso para reunir-se formalmente com o povo de Israel.
Um dos rabinos presente neste momento descreveu depois a cena com muita emoção, impressionado pela sinceridade e a dedicação de Sara. Os juízes lhe informaram que tinham o prazer de aceitá-la de volta ao seio do povo de Israel. Naturalmente, Sara começou a chorar e um rio de lágrimas corria por seu rosto. Quando um dos juízes se aproximou dela e perguntou-lhe se estava tudo bem, Sara respondeu com muita serenidade: “toda a minha vida tive medo de morrer antes de ter o mérito de ver a Terra Santa de D-us. Porém, agora que me aceitaram como judia, sei que em breve poderei pisar na terra de meus ancestrais, a Terra de Israel”.
Sara sempre viveu uma intensa vida judaica, junto com os outros 7000 membros que formam a tribo de Menashe e que residem principalmente no nordeste da Índia nos estados de Mizoram e Manipur. Os Bnei Menashe observam o Shabat, praticam a circuncisão no oitavo dia do nascimento, cuidam as leis de cashrut, assim como as leis de pureza familiar.
Graças a tolerância que caracteriza a sociedade na Índia, os Bnei Menashe puderam construir dezenas de sinagogas por todo o nordeste do país, onde dirigem três vezes ao dia suas orações a Jerusalém, na esperança de poderem se reunir com seus amigos e familiares que já residem no estado judeu. Na década passada, quase 1000 membros da comunidade fizeram aliah. Eles são membros valiosos e produtivos da sociedade israelense, os quais servem no exército, trabalham arduamente para sustentar suas famílias e criar seus filhos judeus.
De fato, no verão passado, durante a guerra, uma dezena de jovens Bnei Menashe estavam lutando nas linhas de frente em unidades de combate no Líbano e em Gaza, defendendo a terra de Israel e ao povo judeu. Um deles, o sargento Avi Hanshin de 22 anos foi ferido durante uma batalha com os terroristas de Hizbala no sul do Líbano. “Tive que lutar para vir a Israel”, disse Hanshin, recordando os inexplicáveis obstáculos que o governo de Israel colocou no caminho para a aliah dos Bnei Menashe, “agora” acrescenta, “eu devo lutar pelo país”.
A chegada em breve dos imigrantes da Índia trará um novo status para a comunidade. Pela primeira vez, um grande número de imigrantes Bnei Menashe chegará junto, orgulhosamente, como judeus, com a cabeça erguida e repletos de esperança no futuro.
Como presidente da Shavei Israel, uma organização que ajuda, entre outros, os Bnei Menashe, é um dia que anseio.
Durante anos, tenho trabalhado para mediar o caso dos Bnei Menashe, lutando e pressionando, com o objetivo de persuadir o governo de Israel para que abra suas portas a esta incrível gente.
Em junho, quase tivemos que solicitar a Suprema Corte de Justiça de Israel que exigisse de certo ministro israelense a permissão para que a aliah fosse realizada, e apenas depois de reunirmos com assessores do Primeiro Ministro Ehud Olmert foi que a autorização final foi expedida.
Sendo assim, estamos orando para que esse primeiro grupo de 218 imigrantes que chegará no mês que vem, seja o prenúncio da vinda de muitos e muitos mais nos próximos anos.
A Agência Judaica trará os imigrantes ao país e se ocupará de alojá-los no norte de Israel, nas cidades de Carmiel e Nazareth Elit, onde lhes serão outorgados os benefícios de absorção especiais graças a generosidade de judeus pro-Israel e cristãos.
A propósito, tudo isso tem muito haver com o que foi dito pelo profeta Isaias a cerca de 2500 anos atrás: profetizando ele diz que as nações do mundo tomarão um papel ativo no processo de regresso do povo judaico a sua terra. Em Isaias 49:22, a Bíblia diz: “Assim diz o Senhor: E aqui, Eu estenderei minha mão as pessoas, e aos povos levantarei minha bandeira, e trarão com seus braços aos seus filhos, e suas filhas serão trazidas nos ombros”. Não tenho dúvida que o amor, a preocupação e a ajuda concreta oferecida pelos judeus e cristãos que apóiam a causa em todo o mundo, faz parte integral da realização deste versículo.
Tremo-me todo só de pensar que a profecia de Isaías literalmente vai se realizar diante de nossos olhos.
A aliah dos Bnei Menashe é um evento histórico. É um exemplo ideal do qual podemos entender em que consiste o maravilhoso renascimento de Israel: a reunião dos exílios, não apenas desde os quatro cantos da terra, mas também desde a obscura e tantas vezes dolorosa história.
Que sirva como uma poderosa lembrança: apesar de todos os problemas e dificuldades que este país deve enfrentar, não devemos jamais duvidar de unirmos a Sara Haunhar e seus companheiros Bnei Menashe quando declaram: “agradecemos a D-us pelo estado de Israel”.
_____________________________________________________
Tribo de Menashe – Histórico
Tribo de Menashe – Em Myanmar (ex-Birmânia) e na Índia vive a tribo de Menashe. Menashe é Manasseh, e diz-se que a tribo de Menashe é descendente da tribo de Manasseh, uma das Dez Tribos Perdidas de Israel. Eles têm tradições dos antigos israelitas.
Knanitas – Na Índia há pessoas chamadas de knanites, que quer dizer gente de Canaã. Falam o aramaico e usam a Bíblia aramaica.
Povo Kashmiri – Na Caxemira eles têm os mesmos nomes que tinham quando habitavam o antigo reino no Norte de Israel. Eles têm o jantar de Páscoa e a lenda de que são originários de Israel.
Na região montanhosa que bordeja ambos os lados da fronteira entre Índia e Myanmar (antiga Birmânia, também conhecida como Burma), vive a tribo Menashe (Shinlung), algo em torno de um a dois milhões de pessoas. Casaram-se com chineses e têm a aparência de sino-burmeses, mas toda a tribo é consciente de sua ancestralidade israelita.
Na tribo de Menashe podemos observar o costume do sacrifício de animais da mesma maneira que era feita entre as Dez tribos de Israel. A palavra Menashe aparece freqüentemente na sua poesia e nas preces. É o nome de seu ancestral, e denominam a si mesmos filhos de Menashe (Bnei Menashe). Quando rezam, dizem: “Oh, D-us de Menashe,” referindo-se ao nome Menashe, uma das Dez Tribos Perdidas de Israel.
Conforme a história que relatam, foram exilados para a Assíria em 722 A.E.C., com outras tribos de Israel. Algum tempo depois, a Assíria foi conquistada pela Babilônia (607 A.E.C.), que mais tarde foi conquistada pela Pérsia (457 A.E.C.), e mais tarde, a foi conquistada pela Grécia de Alexandre Magno (331 A.E.C.), quando o povo de Menashe foi deportado da Pérsia para o Afeganistão e outros locais.
Tornaram-se pastores e adoradores de ídolos. Com a conquista do Islã, foram forçados a converter-se ao islamismo. Como falavam hebraico, foram chamados de semíticos. Durante todo este período, possuíram um Rolo de Torá em hebraico, guardado com os anciãos e o sacerdote.
A partir do Afeganistão, sua migração continuou na direção Leste, até que chegaram a uma área na fronteira sino-tibetana. Dali continuaram até a China, seguindo o Rio Wei até atingirem a China Central. Lá se estabeleceram por volta de 231 A.E.C.
Os chineses, porém, foram cruéis com eles, transformando-os em escravos. Alguns escaparam e viveram em cavernas nas áreas montanhosas chamadas Shinlung, nome este que se tornou outra denominação para a Tribo de Menashe. Eram também chamados de povo das cavernas, ou povo das montanhas.
O povo Menashe viveu nas grutas em total pobreza por duas gerações, mas ainda guardavam o Rolo da Torá com eles. Começaram então a assimilar-se e sofrer a influência dos chineses. Mais tarde, foram expulsos da área das cavernas e rumaram para o Oeste através da Tailândia, chegando finalmente à área de Myanmar.
Lá chegando, vagaram ao longo do rio até que atingiram Mandaley. A partir dali atingiram às Montanhas Chin. No século dezoito, parte deles migrou para Manipur e Mizoram, a Nordeste da Índia. Geralmente mantinham a tradição nômade, e povo local logo percebeu que não eram chineses, embora falassem o idioma local.
Chamavam a si mesmos “Lusi”, que significa as Dez Tribos (“Lu” significa tribo, e “si” quer dizer dez).
Costumes israelitas na Tribo de Menashe
De acordo com a história que o povo Menashe relata, ao serem banidos da área das cavernas perderam seu rolo da Torá, ou talvez tenha sido roubado ou queimado pelos chineses. Mas os sacerdotes da tribo de Menashe continuaram a passar sua tradição oralmente, inclusive a observância dos rituais, até o século dezenove.
Mantiveram o costume da circuncisão, mas quando isso tornou-se difícil, não foi mais praticado; abençoavam então a criança de oito dias de idade numa cerimônia especial. Guardavam também dias santos, que eram muito similares aos feriados judaicos, e também praticavam o casamento levirato, em que o irmão mais jovem tinha que se casar com a viúva do irmão mais velho para manter o nome na família.
O seguinte poema os acompanhou durante todas suas migrações. É uma canção tradicional sobre a travessia do Mar Vermelho, escrita por seus ancestrais. Eis a tradução aproximada:
Devemos manter a Festa de Pêssach
Porque cruzamos o Mar Vermelho pela terra seca.
À noite cruzamos com um fogo
Durante o dia com uma nuvem
Os inimigos nos perseguiam em carruagens
E o mar os tragou,
Usando-os como comida para os peixes.
E quando ficamos sedentos,
Recebemos água da rocha
O conteúdo é semelhante à experiência dos israelitas escrita em Shemot.
Tinham um sacerdote em cada aldeia, cujo nome era sempre Aharon (Aarão), assim como o irmão de Moshê (Moisés), o primeiro sacerdote judeu. Um de seus deveres era prestar assistência à aldeia. Costumava haver dois sacerdotes em aldeias maiores.
O sacerdócio era transmitido apenas por herança. Era envolto em cultos e na oferenda de sacrifícios. O sacerdote vestia uma túnica e um peitoral, e um casaco bordado, fechado por um cinturão e uma coroa na cabeça. E sempre cantavam sobre Menashe no início de cada reunião.
Em caso de doença, o sacerdote era chamado para abençoar a pessoa enferma e para oferecer um sacrifício pela recuperação. O sacerdote abatia uma ovelha ou cabra, e passava o sangue na orelha, costas e pernas da pessoa doente, enquanto recitava versículos da Torá, similar ao Vayicrá 14:14.
Para a expiação dos pecados era ofertada uma cabra no altar, o sangue era borrifado nos cantos do altar, e a carne servida às pessoas. Yom Kipur era guardado como um dia de expiação uma vez ao ano, como fazem os judeus. Os recipientes sagrados do sacerdote não eram feitos de metal, mas de argila, tecido ou madeira.
Cerimônias especiais eram oficiadas pelo sacerdote no caso de certas doenças. Esta é uma forma de reparação feita com uma ave, cujas asas são sacrificadas e as penas jogadas ao vento. Se o caso fosse de lepra, o sacerdote oferecia uma ave no campo.
É sabido também que eles praticavam adoração a ídolos e tinham superstições que envolviam espíritos e demônios. Também acreditavam em reencarnação, mas ao mesmo tempo acreditavam num D-us que estava nos céus, a quem se voltavam em tempos difíceis. Um destes grupo foi encontrado nas selvas de Burma em 1963 ou 1964.
A tribo Mizo
O que surpreende é que em Burma, a tribo Mizo esteve intocada pelos missionários, e que na origem dos Bnei Menashe, tenha tantas cerimônias e rituais judaicos antigos, como a circuncisão, Shabat, dias festivos, etc. Estes grupos merecem ser estudados mais profundamente. Fica a sugestão para as universidades israelenses enviarem uma equipe de eruditos, historiadores, antropólogos, biólogos e rabinos para estudar os Mizo em Burma. Muito mais poderia ser descoberto e revelado.
Em 1854, com a chegada do primeiro missionário americano, V. Petigrore da Missão Batista, essa igreja foi ali estabelecida. Em 1910, vieram mais missionários, e criaram igrejas na área do norte da Índia. Como conseqüência, o sacerdote tribal perdeu seu status e a comunidade ficou sujeita a influências e pressões cristãs. Com a expansão do cristianismo pelo país, ficaram novamente sujeitos a grandes dificuldades e muitos de seus artigos religiosos foram dispersos ou queimados pelos missionários britânicos ou americanos entre 1854 e 1910.
Em tempos recentes teve início um retorno ao judaísmo. Milhares de pessoas de Menashe decidiram passar a cumprir as Leis da Torá. Eles têm sinagogas em Manipur, Assam e Mizoram. Há também muitos que acabaram por emigrar para Israel, mas outros milhares ainda anseiam a volta para a Terra Santa
Oremos então para os Menashes, tribo de Israel
para que o verdadeiro evangelho seja apresentado a Eles bem como Yeshua(Jesus) até a volta Dele.
Ez 36:24
E vos tomarei dentre os gentios, e vos congregarei de todas as terras, e vos trarei para a vossa terra.
Aqui abaixo a notícia sobre a volta deles
Abril 4, 2009 às 7:19 pm |
Muito importante, para a divulgação da cultura.
Julho 14, 2009 às 1:53 am |
Acredito que já estar perto desta tribo perdida voltar para sua terra Israel, pois conforme o livro do profeta Isáias no capitulo 10 vesiculo 15 e 16 que diz ” O SENHOR destruirá totalmente o braço do mar do Egito, e com a força do seu vento moverá a mão contra o Eufrates, e, ferindo-o, dividi-lo-á em sete canais, de sorte que qualquer o atravessará de sandálias. Haverá caminho plano para o restante do seu povo, que for deixado, da Assíria, como o houve para Israel no dia em que subiu da terra do Egito.” Glória a Deus !
Julho 14, 2009 às 2:11 am |
Além dos Manashes, existe muitos israelitas perdidos e que no devido tempo, Deus os trará de volta para sua terra.